domingo, 25 de outubro de 2015

sobre a Livraria Cultura, out-2015

(Eduardo Suplicy sofre agressões)

A Cultura optou por ser um negócio grande, cresceu muito e chamou novos sócios à sua aventura. Tem hoje proporções incompatíveis com o conceito correto de LIVRARIA. Uma imensa loja de departamentos, despida de zelos e cuidados que um livreiro de verdade dedica à sua livraria, promove as idas e vindas de curioso, num ambiente que lembra mais a gare de uma estação ferroviária. Deixou de ter funcionários competentes e bem-educados. Quem tem amor pelos livros e experimenta prazer em percorrer as estantes de uma livraria, só pode sentir frieza enquanto atravessa espaços ocupados por gôndolas e mais gôndolas que expõem livros sem quaisquer cuidados.
Com a postura de total descompromisso com as regras mais elementares de civilidade, como se não fosse sua obrigação o zelo pela segurança, integridade e respeito aos que estavam em suas instalações, a Livraria Cultura assistiu com passividade suspeita à baderna armada por um grupelho de arruaceiros fanáticos. Que se cuide. Ao tomarem conhecimento de que essa Loja armazena livros de escritores marxistas, revolucionários, anarquistas, poderão animar-se a uma nova visita para tirá-los das prateleiras, fazendo grandes fogueiras.
Cliente da Livraria Cultura, desde os seus primeiros momentos, não me permitirei a uma nova visita e sugiro a todos os meus amigos: Essa Cultura, nunca mais.

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