sábado, 17 de outubro de 2015

edificante descobrir que foi a Bayer que criou e comercializou a heroína.

TEXTINHO 
para os Economistas de plantão...
Maria da Conceição Tavares chegou ao Brasil para ser uma brasileira ilustre que Portugal nos doou. Aqui, e segundo ela mesma, aprendeu muito com Celso Furtado e Ignácio Rangel - temos assim um trio de ferro do pensamento econômico brasileiro.
O momento que estamos experimentando faz recomendável a leitura/releitura do livro:"Desenvolvimento Econômico e Crise"
Como primeiro artigo, o de Luiz Gonzaga Belluzzo, que começa por lembrar Kalecki: “os trabalhadores gastam o que ganham e os capitalistas ganham o que gastam.” Admite-se então que o endividamento é fenômeno inerente à acumulação capitalista - o crescimento da renda depende do aumento do investimento e o aumento do investimento só pode ser realizado macroeconomicamente pelo endividamento das unidades de gasto. Isso é pura e simplesmente o que a economia norte-americana nos ensina e que o chicago’s boys e o FMI condenam hipocritamente.
Tome-se como conclusão e condenação da ação monetarista do atual governo ,o que constatou Belluzzo:
A ECONOMIA ESTÁ GERANDO DÍVIDA AGORA PARA QUE A DÍVIDA PASSADA POSSA SER PAGA. Isso leva a que? Para onde?
(Tudo igual, até o "endividamento das unidades de gasto".)
O monetarismo da Escola de Chicago, servindo à política do FMI, é a ideologia que convém ao capitalismo, especialmente quando ele já se tornou capitalismo financeiro. É o que orienta Joaquim Levy e marca, como estigma de execração, o segundo governo de Dilma Rousseff. Estamos de fato gerando aumento da dívida, a pretexto de pagar a dívida passada; de fato, aumentando os juros, para que o sistema financeiro e os rentistas tenham lucros cada vez mais despudorados. Chegaremos em breve à dívida impagável, que o FMI financiará, ao preço de abrirmos mão do petróleo do pré-sal.

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