terça-feira, 22 de dezembro de 2015

23\12\2015

ACORDEM PARA A REVOLUÇÃO
A transformação da "oposição" em movimento "neofascista" representa de fato aquela radicalização que transforma o debate politico em briga nas arquibancadas lá no Maracanã. A violência da dupla FHC-AN provoca uma reação de força proporcional e, por instinto, a defesa incondicional dos que estão sendo expostos a linchamento: Lula, Dilma e o PT. E não pode ser de outra maneira.
Ocorre que a radicalização de posições está cegando a muitos de nós. Não a todos, felizmente. Os movimentos do povo nas ruas não estão se permitindo levar-se por paixões. Defende-se intransigentemente o respeito à ordem democrática que está definida na Constituição. Mas não se defende um governo que, lastimavelmente, baseou a sua ação na mentira, que doe muito de ser admitida, mas que é indiscutível: ela aconteceu antes, durante a campanha, ou está acontecendo agora. O que importa é enxergar o Brasil sendo governado com base nos valores e objetivos do sistema financeiro internacional, conduzindo o País à crise do desemprego definitivo, o HORROR ECONÔMICO. O mais, os desdobramentos da incompetência: o holocausto das nações indígenas, a consagração dos interesses dos grandes latifundiários muito bem assentados no Ministério, o apoio à indústria da morte pelo uso intensivo de defensivos agrícolas e a produção de transgênicos, a explosão do autoritarismo posto nas letras da "lei de repressão ao terrorismo" (onde eles estão, senhora Presidenta? Nos movimentos do MST? Ou na maravilhosa ocupação das escolas pelos meninos e meninas que resgataram a dignidade de São Paulo?).
O governo fez uma opção muito clara. Deixa de lado o povo que a elegeu e procura sustentar-se fazendo o jogo lastimável de acordos políticos, envolvendo necessariamente negócios e negociatas. Hoje, Dilma Rousseff faz um governo idêntico ao que seria um governo do PMDB, com Michel Temer. E ela não fala, dispensa-se de um diálogo adulto. Nâo se dá conta de que não basta repetir-se na afirmação da própria honestidade e no compromisso de zelar pelos interesses do povo. Não há como negar: DILMA FOI ELEITA PELO POVO PARA GOVERNAR PARA AS ELITES. A presença da Presidente, ao lado de Pezão e do PMDB do Rio de Janeiro, com Sérgio Cabral e demais aquadrilhados, aponta para os que estarão assegurando, por sua ação na mais podre das Câmaras de Deputados já vista, a continuidade de um governo que lhes saberá ser grato. E que se dane o povo brasileiro.
Ao fazer os seus movimentos, o PSDB não se deu conta daquilo que conseguiria alcançar com a radicalização: ela dividiu os que estavam defendendo a boa causa, os que imaginaram na vitória do PT e com Dilma Rousseff a vitória do povo, caminhando para a efetivação de uma "democracia plena". Seremos de início em menor número, gritando por uma política ética e por um governo para o povo, povo que ainda não tem saúde, nem escola, e nem onde morar. Que se acomode nas novas favelas de planície. Que os petistas não se esqueçam: A REVOLUÇÃO DO POVO PODE TARDAR, MAS É INEVITÁVEL.

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