quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

sobre a presidenta

A presidente Dilma disse pela primeira vez sobre a prisão de seu líder no Senado, Dulcídio, a figura que veio do Mato Grosso do Sul, descoberta preciosa do ZECA DO PT. Declarou-se perplexa, o que é muito difícil de entender. Mas ela prometeu que voltará ao assunto. Ela tem obrigação de fazer isso. É certo que mesmo o mais acirrado adversário político dirá sobre a ombridade da Presidente, ninguém a suporá como agente de qualquer ação desonesta. Não caberia em sua figura. Mas como sustentar que ficou perplexa? Perplexa por ele ter sido preso, que afinal é um senador da República? perplexa por ver no seu líder um bandido? A expressão "perplexa" carece de explicação. Impossível que ela não saiba de Zeca do PT, figura antológica de político criminoso, que desonra demais esse PT. Qual PT? O PT do Lula, lá de São Bernardo do Campo, enfrentando e derrotando a ditadura dos generais? ou o Lula que entende necessário aceitar "companheiros" torpes, como Paulo Salim, por exemplo? Zeca do PT teve que responder à Justiça por superfaturamento de obras, pelo desvio de verbas de propaganda, de prática exagerada de nepotismo. Perdeu na Justiça a aposentadoria que deu a si mesmo ao deixar o Governo. Dilma Rousseff sabe disso tudo e fica indignada como todos nós ficamos. Mas o Zeca do PT foi quem descobriu uma preciosidade para o partido, o homem que pulverizou a CPI dos Correios, o homem que negociou e fez desaparecerem os processos contra Jose Sarney (sejamos honestos: todos sabemos que Lula ordenou aos parlamentares do partido a tomar posição em defesa do coronel do Maranhão, com isso perdendo alguns companheiros preciosos). Dilma Rousseff poderia ter essa figura como seu representante no Senado? O lastimável projeto do "anti-terrorismo", proposto por ela, só teve aprovação do Senado graças aos conchavos de Delúbio Soares, envolvendo inclusive o líder do PSDB, Aloysio Nunes. Como responder à pergunta do mesmo Aloysio Nunes: "ele caiu do céu?" É a isso que Dilma precisa responder. Não com palavras, mas com atos. Precisa desvencilhar-se de bandidos tão grandes ou maiores e que povoam o seu ministério. A ela aplica-se perfeitamente o velho ditado: "à mulher de César não basta ser honesta; é preciso que ela aparente ser honesta." Dilma Rousseff é sabidamente honesta. Mas não tem parecido honesta.Todos os que a conduziram à Presidência querem que ela se explique. Os mal-feitos exigem isso. Como exigem do Lula, para quem não bastará uma explicação, é preciso que ele se desculpe perante os muitíssimos milhões que o fazem o grande líder nacional.

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