sábado, 19 de novembro de 2016

19\11\16
Ainda sobre os fascistas ... 
como explicar que 50 arruaceiros tenham invadido a Câmara dos Deputados, interrompido os "trabalhos" das excelências, com brados alucinados, em apelos histéricos à ditadura militar (autênticos hinos de "dor-de-cotovelo"). "Volta, oh! ditadura,volta oh! general, como éramos felizes sob as suas botas". Como invadiram? como subiram à mesa diretora, fazendo-a palco de um espetáculo bufo? 
Só seria possível imaginar tal espetáculo, sob patrocínio dos próprios senhores do Poder, com o objetivo de obter a condenação dos movimentos autênticos de protesto, aqueles que as forças policiais dispersam com gases e tiros. Mas houve um motivo maior e mais sério: " A invasão da Câmara dos Deputados, naquela noite, serviu de pretexto para emaranhar o trâmite do pacote anticorrupção. Após o tumulto, a sessão foi suspensa. Enquanto isso, deputados de diferentes partidos trabalham na tentativa de alterar as medidas propostas. O relator, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), ainda pode mudar o texto para incluir a anistia ao caixa dois das campanhas eleitorais."
Enquanto 50 mercenários representavam a farsa da revolta descabida, os deputados, às escondidas, providenciavam a acomodação de seus crimes na vala-comum do esquecimento. Essas pessoas não serão identificadas: o "cachê" pela representação é pago em moeda corrente, dispensando-se recibo.

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ROBERTO FREIRE, quem diria, acabou no IRAJÁ Um político que escreveu as primeiras páginas de seu currículo politico como herói das esquerdas e da resistência à Ditadura. Constituinte de 1978, senador em 2002, acumulando mandatos de deputado federal. Após 4 anos afastado das atividades parlamentares, Roberto Freire foi eleito em 2010 deputado federal por São Paulo com mais de 120 mil votos. Em 2014 sofreu sua primeira derrota em eleições proporcionais, ao obter apenas a quarta suplência de deputado federal, novamente por São Paulo. Contudo, retornou à Câmara dos Deputados em 20 de março de 2015, na vaga deixada por Rodrigo Garcia, nomeado secretário de Habitação do Estado de São Paulo. Dois anos antes, sua máscara caiu, quando passou a discursar ódio mortal a Lula e ao PT: cometeu oo ridículo de revoltar-se contra o que foi de fato uma piada, acreditando que Dilma teria determinado ao Banco Central a emisão de cédulas com os izeres "Lula seja louvado." Agora, ao aceitar-se Ministro da Cultura de Michel Temer, Roberto Freire confirma a putrefação de seu caráter. Ele vai ser Ministro do Geddel, figura de crápula que nãos e dá nem mesmo ao trabalho de usar pele-de-cordeiro. O que a imprensa está divulgando? "Na última quinta-feira (17), em seu gabinete no quarto andar do Palácio do Planalto, o ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, estava contrariado com parecer do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Iphan) que se posicionava contra a construção de um empreendimento imobililário perto do centro histórico de Salvador. Segundo relatos, Geddel tentou de forma enfática por meio de um telefonema reverter a decisão do órgão ligado ao Ministério da Cultura, responsável pela preservação do patrimônio cultural brasileiro. A pressão de Geddel para mudar o parecer do Iphan que proibia a construção de mais andares foi a gota d'água para o diplomata de carreira Marcelo Calero pedir demissão do comando do Ministério da Cultura, segundo o agora ex-ministro relatou ao jornal "Folha de S.Paulo". Ou seja, Calero saiu um dia depois de Geddel tentar intervir na decisão do Iphan nacional que contrariava parecer da superintendência local do órgão na Bahia. Abrem-se as cortinas e fica revelada a novela pornográfica que Michel está escevendo: não se trata do MINC, mas do IPHAN. O projeto da "Salvador - cidade limpa e de gente branca" é a meta maior do atual prefeito, conhecido em sua terra como "Faraó Anão". Chegou a ser noticiada a negociata que envolve a venda de toda rua Chile, uma das mais tradicionais da cidade do Salvador, a um grupo de especuladores imobiliários, dispostos a moderniza-la, com hotel de luxo, apartamentos, shopping-center, retirando de circulação uma população pobre, feia e sujando a via-pública. A rua Chile, no alto do espigão que lhe dá uma visão privilegiada das belezas da Bahia de Todos os Santos, deve ser entregue às elites. O mega-projeto, para ser viabilizado, depende de olhos fechados do IPHAN. Daí que o Ministério da Cultura, a quem responde o IPHAN, tenha sido objeto de atenção especial, em princípio sendo dissolvido, para depois ser guardado sob tutela. Não é a cultura que interessa, mas o uso e gozo das decisões de um órgão que pode abrir as portas do patrimônio arquitetônico da cidade do Salvador à especulação imobiliária desenfreada e que levará à construção de uma cidade feita para as elites brancas. O que revela a imprensa hoje? Geddel, um dos três mosquiteiros de Michel, é proprietário de um apartamento, em prédio que está em construção, na Ladeira da Barra, contrariando as leis, as nomas e o bom-senso o mais elementar, mas aprovado pelo IPHAN da Bahia. O ministro comete o atrevimento de impugnar a obra, baseado em parecer do IPHAN nacional. Geddel não quer perder o bom-negócio que realizou (deve ter ganho a sua unidade, como prêmio concedido pelos incorporadores). E é assim que cai, não a torre, mas o ministro. Roberto Freire é a figura emporcalhante que saberá dar solução adequada, a desejadao por Geddel.

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Esse homem não é um político. É um negociante, que joga com os partidos e detém o poder, arma que usa para grandes negócios. Sua variação de opinião política é característica. Ele fez alianças diversas em esfera nacional (de Leonel Brizola,PDT, a Aécio Neves, PSDB) e regional (de Sérgio Cabral e Eduardo Paes, PMDB, a Anthony Garotinho, PR). O presidente do PMDB no Rio é uma espécie de personificação do fisiologismo típico do próprio partido, que sempre se manteve ao lado do grupo de comando do governo federal.

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