sábado, 3 de dezembro de 2016

03\12\16

CRISTIANO ZANIN MARTINS, esse é advogado. Não será aceito com simpatias, como as que mereceu sempre o ministro Cardozo. Orador retórico, Cardozo foi eloquente em suas defesas da presidenta Dilma, mas usou de meias-palavras e cuidou de não agredir agressores. Compreende-se: sempre foi um político, nunca um advogado. ZANIN é advogado, não é político. Substitui palavras fortes por ações eficientes. Está processando caluniadores e difamadores,que sempre agiram com liberdade criminosa. Não teme enfrentar o juiz de Curitiba, e sabe como anular as suas investidas fanáticas. Lula é defendido com competência, o que lastimavelmente não aconteceu com Dilma; sua defesa não soube nem mesmo requerer que o TCU fosse posto na sua dimensão menor, de órgão assessor do Legislativo, confundindo-o como se fosse órgão maior do Poder Judiciário. Não soube, lástima das lástimas, inquinar a ação da Câmara, votando com base no argumento do "conjunto da obra", o que não poderia nunca ter sido feito. Cardozo repetiu que o processo contra Dilma era jurídico e político. Fosse ele advogado, saberia que não há no mundo jurídico nada que não seja político: o Direito é construído na, pela e para a "polis". A Constituição define exatamente qual o rito a ser seguido: a Constituição é e será sempre, em qualquer tempo e lugar, a Carta Política. 
Ao contrário de Dilma,Lula está atento.

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Michel Temer , procurou "roubar a cena" na chegada dos corpos ao aeroporto. 
Nada inoportuno chamá-lo de covarde, tampouco ser contra essa figura poluta, o poeta parnasiano que chegou às lágrimas diante da morte.
A inspiração injetou-lhe a coragem dos poltrões. Esteve no Estádio apenas para enriquecer com a sua presença a dor dos chapecoenses: "Não disse antes que iria ao estádio porque se eu dissesse a segurança iria colocar pórticos ao redor do estádio e revistar as pessoas que entram. Só comuniquei que vou lá agora para facilitar a vida de todos".

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Sobre a Venezuela:
A imprensa exulta e se apressa em divulgar a expulsão da Venezuela do Mercosul. Jose Serra provoca inveja e causa "água na boca" nos que serviram a FHC mas não chegaram lá: Celso Lafer! 
As alternativas são tristes: ou o Brasil, somando-se à Argentina e Paraguai, numa nova "tríplice aliança", sofre uma derrota diplomática humilhante, imposta por Uruguai e outros países ainda independentes; ou os EUA vencem,sendo a exclusão da Venezuela o primeiro capitulo da implosão do Mercosul.
Por acaso... seria a vitória política da democrata Hillary Clinton!

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