quinta-feira, 16 de março de 2017

EUGÊNIO GUDIN: (1886-1986): engenheiro, foi quem deu feitio à Fundação Getúlio Vargas. Representou o Brasil em Bretton Woods. Como professor, formou gerações de economistas ortodoxamente monetaristas. Combateu o quanto lhe foi possível a CEPAL e Celso Furtado. Por sua ideologia reacionária, foi escolhido para Ministro da Fazenda do governo efêmero de Café Filho. Deixou um triste legado: o desconto do Imposto de Renda na fonte para os assalariados.
Monetarista rígido, polemizou longamente pela imprensa, contra a CEPAL e contra Celso Furtado. Defensor intransigente do capital estrangeiro, mantendo com ele relações íntimas.


OCTAVIO GOUVEIA DE BULHÕES (1906-1990): seguidor de Gudin, um neoliberal convicto. Advogado. Ministro da Fazenda de Castelo Branco. Estudioso, sério, Conservador por força da geração, aluno de Eugênio Gudin.

ROBERTO CAMPOS (1917-2001): apresentava-se como pós-graduado pela Universidade George Washington. Opunha-se duramente ao pensamento da CEPAL, mas foi o primeiro presidente do BNDE; deixando esse cargo, foi o primeiro a praticar em alta escala a administração administrativa no Braisl  lobby).
Pai do Plano de Metas, deu ao governo JK o seu caráter desenvolvimentista internacionalista, abrindo a economia nacional aos grupos internacionais.
Embaixador de João Goulart, foi um dos conspiradores mais importantes a partir de 1963. Ministro de Castelo Branco, teve como primeiro ato revogar o texto legal de disciplina dos investimentos estrangeiros no Brasil, que Jango havia assinado em 1962. 
Deixado de lado pelos ditadores que se seguiram, fez-se político, congressista. Em 1985 lutou por uma Constituição neo-liberal ao extremo.


CELSO FURTADO (1920-2004): formado em Direito, soldado da FAB, doutorou-se em economia na Sorbonne. Trabalhou com a CEPAL na criação do BNDE. Preterido por Roberto Campos, teve o seu projeto de planejamento preterido em favor do "planejamento de circunstâncias" de Roberto Campos. Foi lembrado pelos governantes em momentos críticos: por JK, diante do drama da seca do Nordeste, quando implantou a SUDENE; e por Jango, por pressão dos Estados Unidos, para governar com um plano, convocando então Furtado, que elaborou o "Plano Trienal". 
Celso Furtado foi incluído no primeiro lote de cassados de 1964. Lecionou no exterior e mais tarde no Brasil. Autor de livros clássicos, como "Formação Econômica do Brasil" e "Desenvolvimento e Subdesenvolvimento."
Celso Furtado foi odiado pelos coronéis do Nordeste e menosprezado pela esquerda miope. O seu "Plano Trienal" foi o projeto mais correto proposto para oBrasil.


DELFIM NETO (1928 - ): tem uma biografia suficientemente conhecida. Formou-se em economia na USP, onde lecionou e formou uma geração de economistas. Assinante do AI 5, ministro da Ditadura em momentos diferentes.
Foi o homem da Camargo Correa e depois da FIESP, do desenvolvimentismo irresponsável de Mario Andreazza e das obras faraônicas. Eternamente de cabelos pretos e próximo do Poder. Assessora o governo do PT.

MARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES (1930-) matemática e depois economista, formada já no Brasil. Pela sua inteligência, formação e amor à verdade, tornou-se a crítica mais lúcida da politica econômica no período da ditadura e depois a da modernização globalizadora do período FHC.

LUIZ GONZAGA BELLUZZO (1942-): forma com Maria da Conceição Tavares a dupla que critica com lucidez o neo-estruturalismo de Lara Resende e outros.Professor da Unicamp e fundador da Facamp, assessorou sempre os governos do PMDB.

João Cardoso de Mello. Escreveu um texto clássico: "O Capitalismo Tardio".. O grande nome do Depto.de Economia da Unicamp. Orientador da tese de Dilma Rousseff. É criador e comandante da Facamp, empenhado na luta por uma Constituinte.

LARA REZENDE (1951): cursos no exterior.
Fundou os bancos de negócios Garantia e Matrix. Presidente do BNDES, cargo que precisou desocupar em função do escândalo dos telefones, envolvendo o próprio FHC. Destacou-se como defensor do confisco da poupança popular, no projeto econômico de Collor de Melo. Processado por improbidade administrativa, com seu amigo e sócio Luiz Carlos Mendonça de Barros.

PERSIO ARIDA (1952): considerado um tonto por Delfim Netto, e é mesmo, rotulando-se um "heterodoxo". Doutorado pelo Massachusetts Institute of Technology - MIT, criador de bancos de negócios. Sua peripécia maior: fez um casamento de associação do público com o privado, com Elena Landau, coordenadora do programa FHC de privatizações: ela privatizava e ele aproveitava.

EDMAR BACHA (1942): colaborou na "privatização", como presidente do BNDES. Doutorou-se por Yale. Um dos inspiradores do Plano Real, opera hoje a "Casa das Garças".

ARMINIO FRAGA (1957): formado em Princeton, foi presidente do Banco Central entre 1999-2003 - nesse período registrou-se a inflação anual média de 8,78%, muito mais do que ele agora prega.

GUSTAVO FRANCO (1956): egresso da PUC/Rio de Janeiro, onde lecionou. Doutor por Havard. Professor e autor de vários textos de economia. Dirigiu o Banco Central, de onde foi defenestrado por incompetência. É o mais falastrão dos "neo-estruturalistas".

 PEDRO MALAN (1943 - ): Ministro da Fazenda de FHC, economista formado em Berkeley.

DANIEL DANTAS (1954 - ): um dos membros da quadrilha de FHC com melhor formação acadêmica: engenheiro formado pela UFBA, pós-graduado peal FGV e pós-doutorado pelo MIT. Tem uma capacidade intelectual que falta aos"neoestruturalistas". Muito mais esperto que os outros, ganhou muito mais, arriscou muito mais.

LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS (1943): o mais velho e o maior dos bandidos de FHC: o temerário. Engenheiro pela USP e doutor em Economia pela Unicamp. Associado à Corretora Patente e ao Banco Matrix. Sócio de Reinaldo Azevedo. Expulso da presidência do BNDES por patifarias no programa de privatizações e processado por improbidade administrativa. Assessor de Jose Serra e Geraldo Alckmin, notabilizou-se por prever a derrota de Dilma Rousseff e a "crise" da economia brasileira.

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