quinta-feira, 16 de março de 2017

Não tem governantes, não tem presidente. Nós também não temos. O povo brasileiro está nas mãos de cínicos, corruptos e ladrões. A Vale ganhou em 2002 o "Nobel da Vergonha", a pior empresa no Mundo. Mas a Presidenta não sabia de nada, embora hoje a mineradora seja propriedade, não do Estado Brasileiro, mas dos governantes que mandam na "cosa nostra". O Brasil precisa começar de novo: num inferno dantesco, os três Poderes tornaram-se igualmente sórdidoos. Os TRÊS PODERES.


A REPÚBLICA DOS ECONOMISTAS

Atualizado: há cerca de 3 anos
té o final da II° Guerra Mundial, a gestão da coisa pública era feita por políticos, de alguma maneira eleitos pelo povo, ou escolhidos pelo bico de pena, mais o longo período de Estado Novo. Mas eram políticos, quase sempre formados nas Escolas de Direito: a República dos Bacharéis.

O primeiro economista a ter destaque foi Eugênio Gudin, que representou o Brasil em Bretton Woods, deu forma à Fundação Getúlio Vargas, monetarista ortodoxo, que formou gerações. Ministro da Fazenda de uma farsa de governo, a de Café Filho. A partir de 1950 os economistas ganharam expressão na administração dos dinheiros públicos, destacando-se o papel desempenhado por Roberto Campos, pai do Plano de Metas.

Grosso modo, podem ser colocados numa geração seguinte:Celso Furtado, Delfim Netto, Maria da Conceição Tavares, de onde vieram, com mais destaque, Luis Gonzaga Belluzzo e João Manoel Cardoso de Mello.

Com o PSDB e a vitória da ideologia da globalização modernizadora chegaram: André Lara Rezende, Persio Arida, Edmar Bacha, Arminio Fraga, Gustavo Franco. Muitos traços em comum: quase todos nascidos depois de 1950, formados e/ou doutorados em universidades norte-americanas, dotados de dinamismo que lhe permitiu um revesamento entre cargos chave na administração da República, como o Banco Central, o Bando do Brasil, o BNDES. Geriram a coisa pública de forma a ela tornar-se coisa privada, possivelmente digna da Cosa Nostra e da Máfia.

Com os governos do PT, o reinado dos economistas que se auto-denominaram "neo-estruturalistas" terminou ou, pelo menos foi interrompido. O Estado, já enfraquecido pelos neoliberais de FHC, contentou-se em manter um personagem de confiança, responsável pelo diálogo com o sistrma financeiro internacional privado: Palocci, Guido Mântega, esses serviram e servem bem. O único economista de expressão no período petista, foi logo defenestrado.

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