sexta-feira, 21 de abril de 2017

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SUPLICIO CHINÊS

Embora a significação desse título tenha ligação com fatos ou haja sua aplicação até em romances, ficou por força de seu uso exemplificado desde a literatura infantil, como como o sofrimento causado por sua continuidade ou por não se visualizar um fim. Hoje, quando já poderíamos pensar na independência do país (a segunda, a primeira foi só em relação a Portugal, como desavença entre pai e filho) do jugo dos EUA, que se fez em 1964 com colaboracionismo de nossas "gloriosas"fardas, eis que tudo recomeça... Os 21 anos de domínio delegado pelos EUA aos fardados pagos por nós, teve indesmentível caráter de suplício. Mesmo que se abomine as torturas e arrogâncias e roubos, por estarem contidas em números de poucos dígitos percentuais da população, ficam como surtos de uma peste ou endemia. Mas  a permanência de 21 anos sobre toda a população assumiu figura de suplício. Toda uma geração foi criada sob a influência maligna dos coturnos servis que recebiam instruções ou se revezavam no poder por escolha dos senhores americanos. Aos brasileiros conscientes foi como viver junto a um britadeira que martelava em sua dignidade: são eles que mandam!  Isso além de percepção fatal, ainda era evidenciado pelas atitudes pedantes de grande parte dos majorengos que exibiam empáfia de covardes protegidos pelos patrões. Quando nos anos 80, já amos e senhores  de todo nosso staff de poder, resolveram tirar seu time de campo em vista da dívida que se fazia assustadora e comprometia a todos -mandantes e servis mandados-, ainda sob essa condição, nós brasileiros respiramos como quem se livra do afogamento. Começamos a ensaiar passos de recomposição de nossa democracia em doce ilusão de novo tempo. Como aleijado que reaprende a andar demos curso a uma nova formulação constitucional mesmo com a adversidade de um 'centrão' que ainda era fiel aos invasores retirantes. Mas como praga recidiva bastou o país ensaiar uma condição de dignidade e altivez, de ter mostrado sua condição de progresso por vias próprias que surgiriam de exploração do pre-sal, brotou como nova manifestação do prurido anterior. A ânsia de ocupação de sua gleba -que foi mantida sob vigilância de uma mídia que dominavam e da força de ocupação feita pela fiesp. Com a aconselhamento hábil desses capachos deram início a nova ocupação. Serviram-se de seu sucesso obtido no Paraguai e vieram com essa 'expertise' para cá com as mesmas armas -togados.  Começaram com um frangote do Paraná, ainda formando suas penas, para enviar mensagens pré-programadas e que seriam acatadas por todos os superiores togados, já contratados via mercenarismo. E, com isso, estamos todos reentrando nos sofrimento do suplício chinês. Sem ter visão de fim, iremos suportar, além das tradicionais adesões de fardas, a das togas (juízes e procuradores que os seguem) a ditar rumos. Rumos óbvios de proveitos aos mesmos e aos que financiam os ocupantes. Já começaram o desmonte de empresas que eram invasivas em suas áreas, mandaram cessar estudos sobre progresso de energia nuclear (para serem bem claros prenderam quem cuidava disso) e já estão em levantamento geral de riquezas que levarão como troféus - Base de Alcântara, nióbio que se estava sem rumo exclusivo, e tudo o mais que seus estudos indicaram como proveitoso. O pré-sal, por si, cobrirá todos os gastos que estão antecipando com majoração de salários de togados e fardados. Aos servos da gleba, por enquanto, o suplício. E sem descarte de serem arreados para compor força bélica, se houver confronto com outros piratas.

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