sexta-feira, 21 de abril de 2017

RESPEITABILIDADE EM CONCORDATA 
Os brasileiros que se encaixam no padrão de dignidade estão atônitos. Dignidade essa, referente aos que pertencem à classe que trabalha para viver. Que não são pendurados em sinecuras ou privilégios imorais e que não participam de transações imorais oficiais ou oficiosas. Isso, nos dias atuais, exclui os togados e políticos e infelizmente, mais uma vez, fardados. Neste momento em que nos sentimos tomados por um clima de ÓDIO indesejável tanto quanto inegável, todas as forças institucionais deveriam estar empenhadas na recomposição da paz social...E o que vemos?  Parece um lance sádico de se por mais lenha na fogueira. Desde o nefando golpe - que ora se desvenda como articulado sob suborno variado e com fortes tons de influência americana (por razão óbvia), o sentimento de ódio vem cindindo todas os agrupamentos sociais e mesmo familiares. Fica a muitos, intolerável o fato de os mais bem pagos e privilegiados com nossos meios estarem em "escabrosas transações",  desviando os rumos da democracia (já efetivado) e negando nossa condição de república. Que república esta em que o povo não pode proteger seus recursos como o pré-sal de mãos cúpidas estrangeiras ou defender sua presidência de golpe ilegal?
Essa desídia de togados em mostrar a LEI a golpistas e a inércia de fardados em defender bens estratégicos gerou desencanto a todos nós! Pior é que a cada dia se reconhece o impulso gerador dessa formidável tempestade como provindo de política já denunciada no 'wikileaks' como permanente dos EUA, de colocar um esculca adrede preparado para minar ambientes e o predispor para sua ação... É só anotar que um frangote de toga foi instruído em sua CIA para uma ação deletéria disfarçada de intuitos morais e 'de fato' baseada em ódio político moldado pela nação que instruiu tal capacho. Sua ação tem desarticulado empresas, destruído base da indústria naval, com intuitos de impedir estudos de desenvolvimento de estudos de energia nuclear e até construção de submarino, sem se analisar o prejuízo material dez vezes maior do que o recuperado e o mar de desemprego.  E, nesse clima de pasmo que gera o dominante ÓDIO que se derrama a todos, vem o 'glorioso' exercito nacional declarar seu 'partido' ao prestar homenagem ao espião? A quem serve tal corporação? Se não atende aos apelos da sociedade e nem se dá a neutralidade que propiciaria teórica respeitabilidade, que jogo faz na política? Falta de serenidade e de bom senso que mais abaixa a confiança minada desde 64... O togado que está a ser 'condecorado' nada mais fez ao país do que convulsionar e prejudicar o ambiente e comprometer esperanças de manutenção do progresso que se instalava há uma década e da qual todos teremos saudade pela paz que mostrou a todos. Como se aceitar o prestígio (falso), feito às nossas custas, a ser que se encaixa à categoria "a que Diógenes diligenciava nunca dar nome de homem e que Platâo designava pela perífrase de animais de dois pés implumes" (frase pinçada de romance célebre de A. Dumas).

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