segunda-feira, 8 de maio de 2017

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DA PRETENSÃO IGNÓBIL ou RETORNO DOS 'SNOBS'
Quando da proclamação da República os mentores intelectuais, que se acomodavam às postulações do positivismo, fizeram a devida abolição dos títulos de 'nobreza' - que ajudavam os cofres reais com exploração de vaidades dos novos ricos. De Duques a Barões, só sobrou algum 'coronel' da chamada guarda nacional.  A nobreza anterior, comprada a dinheiro, imitava os hábitos de realeza inglesa e era adaptada aos bugres aculturados de Pindorama. Mas tinham, como de praxe, os poderes fundiários e sua correspondente reserva nos cofres bancários. Foi um baque já que se seguiu a recente abolição da escravatura que consagrava o espírito e vaidades dos senhoriais ricos, ainda que bárbaros no que tange a intelectualidade. Eram tipicamente penetras esnobes que despertavam os risos sardônicos na esfera internacional mas supria vaidades caipiras de pajés das tribos.  Mas quis, alguma influência atávica, despertar as fantasias dos atuais togados de que isso sim era uma organização que lhes conferia valor 'devido', e sob o covarde uso de suas próprias funções, criaram um tipo de 'ritornello' à antiga canção. Criaram, aos poucos, as condições de instituir sua 'nobreza'. Com uso da faca passaram a dividir o queijo a seu talante.  Uma lei especificando normas exclusivas de direitos e benesses (loman), isenção de culpas aos crimes que cometam, e isenção de punições às delinquências. Quase como os senhores da gleba que se viam com direitos divinos. Com uso de retórica escandalosamente maliciosa deduziram direito a se auto outorgar aumentos salariais e outras indecentes benesses como direito a receber para morar, para ler, para que seus filhos lessem ou estudassem, além de safado nepotismo direto ou cruzado - tal como DIREITOS DE NOBREZA. O escárnio que se fez em relação aos demais servidores públicos os fez manter como secretos os bens que se davam de uso de férias em dobro ou triplo, de indenizações por compras de 'cigarro, pastel e até pé de moleque' e para isso se deram clubes exclusivos e direitos a viagens 'de interesse cultural' desde que em terras aprazíveis aos familiares ou que lhes permitisse compras de paletós e gravatas nos brechós de Miami. Só que o interesse material satisfeito ora lhes pôs o comichão de pretender mais. Se são detentores de divindade, por que não a exercer em sua inteireza? E, com espírito corporativo, ingressaram de corpo e alma no caminho do poder absoluto. A primeira batalha, com uso de facínoras conhecido, venceram de goleada - tiraram do poder a presidenta legítima que resistia aos seus projetos. Foi fácil colocar um fantoche submisso que sabe dos próprios crimes e 'temeroso' do poder de quem o pode condenar.  Agora se sentem todos com liberdade de agir a favor ou contra qualquer partido, e isenção ou decência que vão às favas.  Se provocados abrem mais uma ou duas lava-jatos com ampla cobertura da mídia irmã de safadeza e farão todos comparecerem em fila para beijar as mãos deificadas - como se fosse a punição dada aos portugueses para redimir perfil de Inês de Castro.  Afinal punir empresários ricos pode ser o filão que até piratas historicamente procuraram, tanto que os probos da equipe do musso já lançaram a ideia de que poderiam ter direito ao percentual significativo dos valores que se obtivessem....Ainda mais quando os procuradores estão se aboletando na exploração de seu território de benesses. O "melhor" da nobreza não eram virtudes ou educação porque isso demanda tempo a conseguir, ainda mais que os rebentos colocados via nepotismo têm pressa, então vale muito ter meios, meios abundantes, e que não sejam só os de vendas de sentenças que pode ser delatado por descuido. Tem de haver poder fixo que dê o que a república retirou sob veleidades de alguns idealistas profanos.  se uma carteira de juiz serve para prender e esfolar, quem irá contestar sua divindade?E assim a história se repete, vão de vento em popa os pajés das tribos,novamente exibir suas gordas panças,mundo afora. Riam-se todos mas todo dinheiro estará em seus bolsos.

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