quinta-feira, 29 de junho de 2017

nnn10\06

DA CULTURA DO GOLPISMO NACIONAL
No golpe judicial-parlamentar de 2016, se viu um estigma que parece a sabedoria da voz popular. Diz ela que para variar... até para pior! E não deu outra. Estávamos em velocidade de cruzeiro decorrente de ascensão econômica  ímpar em que nosso país chegava a sexta posição no ranking das economias mundiais, com dívidas do FMI quitadas e invertidas com empréstimos nossos ao fundo. Com recuperação quase total do parque industrial demolido pelo inepto e subserviente fhc, com recuperação admirada internacionalmente  de vastas camadas sociais sempre desprezadas e com índices de quase pleno emprego.  Talvez esses números tenham ajudado a despertar a sanha dos entreguistas tipo serra que já negociara o pré-sal desde sua campanha derrotada em outra fase. Ajudados com os patifes que se mostraram em 1964 adeptos de bandeira americana mais do que da nossa - empresários cooptados pelos skafajestes que mantém íntima ligação com fardas (vide a compra do heróico Kruel), fizeram sua parceria com togados. Dinheiro como bem disse o paulinho, sócio do juiz, havia até de sobra para o golpe. A visão de proveito futuro sempre embeveceu novo ricos sem caráter. E foi a vez de se abrir a cortina do mundo togado. Era um mundo enrustido em que como pacto de defesa mútua se praticava o silêncio para não expor suas benesses e ganhos obtidos à sorrelfa - via loman.  Mas dinheiro converte até santo do pau oco. Aos que mostravam alguma resiliência se pregou que era pela moralização e criaram um manequim de massa podre colocado em Curitiba para essa personificação. Nem se deram ao trabalho de uma higiene no tipo (que seria inovadora, já que nunca houve isso dentro da laia). Com esse motivo despertaram sebosos ministros togados como se estivessem sendo chamados a corrigir males.  Nem perceberam que os males que tinham em suas vidas eram maiores, muito maiores, do que os dos bandidos que queriam corrigir. Se já se locupletavam com super salários fermentados por ajudas, diárias, venda de ferias, folgas e férias em dobro, ou triplo, viagens sem fins, como se de estudos, e de mais escabrosos negócios via nepotismo que lhes daria impulso de clã a cada filhote-gênio...como se disfarçar a criminalidade e culpa para assumir papel de santo? O jeito foi assumir o papel canalha - legitimo - de quem sempre usou a função para obter vantagens. Tal como dar habeas corpus a bandidos, estupradores e banqueiros. Ainda mais que os workshops em resorts tinham sido descobertos e amaldiçoados e diminuído seus ganhos... E, ASSIM, a nova fase evolutiva da sociedade passou a ver a usurpação do poder, não mais pelos coturnos de 64, e sim por togados de nova geração que arrastaram os decanos e outros canos para assumir o poder.  Mérito? Não têm, mas como antes também já havia os fhc, serra, aloysio, temer, picolé, e jucá, quem poderia reclamar? A questão de o poder vir da fonte legitima - o voto do povo - era apenas um forma de semântica tão desprezível como a própria CF que nunca foi mesmo respeitada. Eis o NOVO  BRASIL... com brasileiros obnubilados pela surpresa de ver que "até" juízes que viajavam para os EUA para suas compras em brechós optaram por ser súditos do tio Sam. Todos pensando em antigo refrão do tempo dos milicos -´o último que sair queira apagar a luz.  

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