quinta-feira, 29 de junho de 2017




Das linguagens chulas, populares e folclóricas:

Quando nossos cultos togados se expressam: 'querer' ao invés de quiser, ou 'interviu' como interveio, observando a observância... fica quase hipócrita a pretensão de uso da forma culta, como chamam "especialistas" em dizer que conhecem o 'português',assim como a presidenta dos togados. Nosso país está se tornando cada dia mais incomum em suas revelações hodiernas. Aqui, vendo as surpreendentes ações dos poderosos a nos brindar com coisas que se dizia "do arco da velha"... Vê-se, que na hierarquia social começa pelos mais altos a exibição dos criminosos. Togados, os mais aquinhoados em salários, que para sua garantia se fixa como limite na Constituição, furtam o erário com a displicência de gatunos de feira. Um mapa publicado diz que a média nacional dessa gatunagem é de 76% em todo o país. Os demais , ditos fiscais da lei (promotores) os acompanham em toda a linha. Os conselheiros de tribunais de contas se passaram a magistrados e também entraram no mesmo pacote. Legisladores não se vexam em se enfeitar com auxílios de mesma natureza - fora os ganhos pela venda de votos, que os faz comparáveis a juízes com vendas de sentenças... E, assim, 'la nave vá'...Os militares, por conta das armas que guardam têm respeito de ministros covardes para serem excluídos de regras gerais de previdência e nem se sabe a quantos anda seu código de vencimentos (CVV) aquele que os diferenciou desde abril de 1964. Então, todos podem dormir quentinhos em qualquer inverno.
Assim perguntava um entrevistador à um garoto que morava em barraco de zinco, numa favela: -Como você se defende do frio em inverno rigoroso? - E dizia o garoto: - lá em casa temos uma cama só, e todos dormem juntos; minha avó, minha mãe, meu pai e meus irmãos também...e, assim, todos dormimos quentinhos, quentinhos.

Maria Fernanda Arruda, escritora e ativista digital



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