quarta-feira, 5 de julho de 2017

nnn 5\7\17

Máscaras são das mais antigas formas de simulação. Iniciou-se, provavelmente, no teatro e ficou em uso no âmbito do crime. Há as que enfeitam e as que horrorizam, mas quase nunca traduzem coisas honestas. Sua popularidade parece ser crescente, ao menos é o que se registra em nosso país. Disputam primazia em seu uso os 3 (três) poderes e suas extensões.  Do EXECUTIVO:  É como boi de piranha, alvo de mais visão e consequente crítica. Já se tornou clássica a marca impressa por alguns notórios governos o 'Rouba mas faz'...Para disfarçar seus roubos e mais crimes se mascara de ter ação realizadora e, com razão, quanto mais obras mais oportunidades de consumar seus roubos. E com a titularidade de boi de piranha toda a boiada atravessa quase imune durante o período ou lustro em que se divertem. Bem por isso se criaram tribunais de contas...quanta ironia! Agregaram mais um grupelho para participar e com poder de coação - se não nos favorecer não damos como boas suas contas! Embora seja o mais visado pelas criticas é também o que tem alguma escusa. Fica injusto cominar ao titular do poder todos os roubos do rol de seus auxiliares. Afinal se a um homem é difícil flagrar adultério de cônjuge, como exigir isso de quem cuida de um harém? Do LEGISLATIVO: É o mais versátil e também o mais disfarçado em seus cometimentos porque usa a desculpa de que tudo tem chancela do executivo - como se não houvesse o 'jogo combinado' ou mesmo o patrocínio do executivo nas leis que se encomendam. Mas são os mais sutis. Sabem como ninguém colocar uma alínea, ou parágrafo clandestino em qualquer projeto e obter êxito pessoal, visto que sempre recebem bem, muito bem, pelos que encomendam essa ação com endereço visível. Como se fosse um matadouro, os legisladores ganham em tudo. só não vendem o berro do boi! Vendem cargos em seus populosos gabinetes e muitos com participação nos vencimentos dos auxiliares e fazem disso seu escritório eleitoral para perpetuação nas funções que, assim, são altamente lucrativas. Bem por isso vemos ricos proprietários e empresários com lugar nos pódios eleitorais como se contribuíssem com um múnus público. Do JUDICIÁRIO: É quase risível se ter como nome do poder a alusão a JUSTIÇA.  Talvez nas origens teóricas da idealização de república houvesse esse vínculo. Mas hoje, a evolução de vaidades e ambições já fez por descaracterizar qualquer ligação. Como se pensar em justiça por quem dá lições de aproveitamento em causa própria de tudo o que é do erário, do contribuinte e de usar prerrogativas de cargo para ter exclusividade de todas as benesses. Criaram uma lei de auto benefício (loman) que fizeram aprovada pelo legislativo com evidente uso de sua força (ou aprova ou vai se ver em nossas malhas de poder). Quiseram os Constituintes dar algum limite a essa artimanha e fixaram um 'teto' aos seus ganhos, mas eis que em erudita e bizarra interpretação da mesma lei conseguiram com exclusividade ser diferentes de TODOS os demais servidores públicos em ganhos imorais paralelos. Dão lição até a juristas internacionais de exegese e profícuas formas de criação legal que gerem proveitos. Qual garimpeiros, se houver algum beneficio salarial em qualquer parte, no dia seguinte já estarão a postos para disputar o mesmo terreno. Agora se puseram como paladinos da moralidade (sem risos, por favor), e mostram publicamente o despudor com que seus escolhidos agem - com partidarismo, ódio, proveito de funções, recepção de peitas nacionais e internacionais. Usam e abusam dos cofres para sua ação persecutória partidária, em fazer delações e vazamentos de dados processuais a seus patrocinadores e cabalam medalhas dos ingênuos e ignorantes servis de outras sinecuras.  BENDITAS MÁSCARAS QUE DÃO DISFARCE AOS ROTUNDOS E NUTRIDOS BRASILEIROS DE 'PRIMEIRA LINHA'...

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